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Da bobinagem à oficina: veja como é fabricado e testado um alternador

Visita à fábrica mostra etapas de produção, balanceamento, usinagem, testes elétricos e rastreabilidade dos alternadores antes de chegarem ao mercado de reposição

alternador costuma ser visto principalmente no momento do diagnóstico ou da substituição no veículo. Por trás do componente, porém, existe uma sequência de processos de fabricação e controle que começa na produção de seus subconjuntos e termina com testes elétricos e verificações dimensionais antes da expedição. Em visita à fábrica da SEG Automotive, o Oficina Brasil acompanhou parte dessa cadeia, desde a montagem do rotor e do estator até a embalagem destinada ao mercado de reposição.

Segundo Clayton Cavalcante, Supervisor de Fábrica (Alternador) da SEG Automotive, a empresa utiliza a mesma linha de produção para componentes destinados às montadoras e ao aftermarket. A diferenciação acontece principalmente na etapa de embalagem e identificação do produto. “O mesmo produto que vai no carro zero vai para o mercado de reposição.”

A produção do alternador começa com a fabricação dos componentes que formarão o conjunto. No rotor, por exemplo, o processo envolve a bobinagem automática do fio de cobre, a montagem das rodas polares, a instalação da ventoinha e do coletor, além da aplicação de resina. Após a usinagem, a roda polar passa por uma etapa de balanceamento, na qual a máquina identifica os pontos de desbalanceamento e remove material por meio de furação.

O coletor também recebe usinagem e passa por verificações elétricas, incluindo resistência ôhmica, curto com a massa e análise de possíveis problemas entre espiras. Depois dessas etapas, o conjunto segue para a montagem final.

Controle durante a montagem

Na linha de montagem do alternador, os subconjuntos chegam às estações de trabalho para formar o produto completo. O rotor é prensado no eixo e recebe o mancal e o rolamento. Na sequência, são realizadas a montagem da polia e a união do estator ao conjunto.

Um dos pontos destacados durante a visita é o controle do processo de montagem. O torque aplicado aos tirantes, por exemplo, é monitorado e rastreado por CLP. Também são realizadas verificações dimensionais com calibradores para garantir que os componentes estejam dentro das condições necessárias para a aplicação.

Depois do fechamento do conjunto, ocorre a soldagem dos pontos de ligação do estator. O processo utiliza parâmetros controlados de força, tensão e corrente. O alternador então segue para a instalação da capa e do regulador e chega à etapa de testes finais.

Para o mecânico, esse controle é importante porque problemas de montagem ou de conexão elétrica podem comprometer diretamente o funcionamento do sistema de carga. Por isso, a fábrica realiza testes individuais nos componentes e no alternador completo.

Alternador é submetido a simulação de funcionamento

Antes de ser liberado, cada alternador passa por uma bancada que simula condições semelhantes às encontradas no veículo. O equipamento inicia o teste a 1.000 rpm e aumenta a rotação até 6.000 rpm, acompanhando a curva de tensão e corrente e verificando o acionamento do regulador e a geração elétrica. “100% das peças são testadas, são geradas”, afirma.

Além dos testes elétricos, o processo inclui verificações dimensionais e uma avaliação subjetiva de ruído. O produto também recebe etiqueta de identificação, utilizada para rastrear as informações relacionadas ao componente.

Esse nível de rastreabilidade acompanha uma tendência observada nos veículos atuais, nos quais diferentes componentes passam a ter maior integração com as informações do veículo e do chassi. Na fábrica, a identificação permite relacionar o produto às condições de aplicação determinadas pelo cliente.

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Aftermarket utiliza o mesmo produto da linha de montagem

Um dos pontos de interesse para o reparador está justamente na relação entre o componente destinado ao mercado de reposição e aquele fornecido para a montadora. De acordo com Cavalcante, não existe uma linha específica para produzir uma versão “aftermarket” e outra para produzir a peça destinada ao veículo novo.

“A única diferença que tem do aftermarket por montadora é a etiqueta, que a gente fala o endereço quando ela vai. Então é a mesma peça, Alternador é submetido a simulação de funcionamento

Antes de ser liberado, cada alternador passa por uma bancada que simula condições semelhantes às encontradas no veículo. O equipamento inicia o teste a 1.000 rpm e aumenta a rotação até 6.000 rpm, acompanhando a curva de tensão e corrente e verificando o acionamento do regulador e a geração elétrica. “100% das peças são testadas, são geradas”, afirma.

Além dos testes elétricos, o processo inclui verificações dimensionais e uma avaliação subjetiva de ruído. O produto também recebe etiqueta de identificação, utilizada para rastrear as informações relacionadas ao componente.

Esse nível de rastreabilidade acompanha uma tendência observada nos veículos atuais, nos quais diferentes componentes passam a ter maior integração com as informações do veículo e do chassi. Na fábrica, a identificação permite relacionar o produto às condições de aplicação determinadas pelo cliente.

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Aftermarket utiliza o mesmo produto da linha de montagem

Um dos pontos de interesse para o reparador está justamente na relação entre o componente destinado ao mercado de reposição e aquele fornecido para a montadora. De acordo com Cavalcante, não existe uma linha específica para produzir uma versão “aftermarket” e outra para produzir a peça destinada ao veículo novo.

“A única diferença que tem do aftermarket por montadora é a etiqueta, que a gente fala o endereço quando ela vai. Então é a mesma peça, mesmo produto, mesma linha de montagem.”

A principal diferença está na embalagem e na identificação logística. Para o aftermarket, os produtos são embalados individualmente, enquanto o fornecimento às montadoras pode utilizar embalagens maiores e específicas de cada cliente.

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Da fábrica ao estoque: logística também tem rastreabilidade

Depois da fabricação e dos testes, começa outra etapa importante da cadeia: fazer com que o componente correto chegue ao destino correto. Na operação de aftermarket da SEG Automotive, essa movimentação conta com AGVs, equipamentos automatizados utilizados para transportar as peças entre a produção e a área de recebimento.

João Maciel, Planejador de Logística da SEG Automotive, explica que os componentes chegam à área de embalagem por meio desses veículos e são direcionados às bancadas de acordo com o tipo de produto. Alternadores e motores de partida maiores são embalados manualmente, enquanto componentes menores passam por uma máquina de embalagem com maior grau de automação.

Depois da embalagem, o sistema indica onde cada produto deve ser armazenado. A operação de picking utiliza coletores eletrônicos que mostram ao operador o endereço exato da peça no estoque, incluindo rua, altura e posição. “Cada uma dessas caixinhas tem um sequencial próprio”, diz Maciel.

Esse controle também atua para evitar erros na separação dos pedidos. Se a quantidade coletada ultrapassar o que foi solicitado, o sistema identifica a divergência e impede que o processo siga normalmente.

Após a separação, os produtos passam por uma segunda conferência antes de serem embalados para expedição. As caixas recebem identificação própria e são direcionadas de acordo com a região atendida pela transportadora.

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O que o mecânico ganha ao conhecer esse processo?

Conhecer a fabricação do componente ajuda a entender por que fatores como aplicação correta, diagnóstico e qualidade da peça são importantes no sistema de carga. No caso do alternador, o produto passa por diferentes controles antes de deixar a fábrica, incluindo verificações dimensionais, balanceamento, testes elétricos e inspeções finais.

Para o reparador, a informação também reforça a importância de observar a correta aplicação do componente no veículo e de realizar o diagnóstico do sistema antes de concluir pela necessidade de substituição.

A visita à SEG Automotive mostra, portanto, que entre a produção do primeiro componente e a chegada do alternador à oficina existe uma cadeia que envolve fabricação, montagem, testes, rastreabilidade, armazenamento e logística. No fim desse processo, o objetivo é garantir que o componente selecionado pelo reparador seja identificado e aplicado de acordo com as especificações previstas.

 

Fonte: Oficina Brasil.

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